Programação

Como descobrir quanto o Claude Code realmente gastou?

Use /usage e /cost para acompanhar o Claude Code, compare sessões e projetos com ccusage e entenda por que um custo estimado pode não ser o valor da assinatura.

Por Equipe Central Stack13/10/20266 minGuia prático
Claude CodetokensccusageAPIagentes de IAcustos

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Pessoa trabalhando com um laptop e um monitor que mostram código e terminais.
Foto de Mikhail Fesenko na Unsplash.

O que você quer medir: limite, consumo ou dinheiro pago?

Antes de procurar um número, pense na pergunta que você quer responder. Você quer saber quanto da franquia do plano já usou? Quer comparar dois projetos? Ou precisa confirmar uma cobrança em dinheiro? Cada tela responde a uma dessas perguntas, e misturar os números pode dar a impressão de que uma assinatura custou milhares de dólares.

Se Claude Code está autenticado pelo seu plano Claude, o uso consome os limites incluídos nele. Se está usando uma chave da API, o consumo é cobrado por token na conta do Console ou do provedor de nuvem. Uma variável ANTHROPIC_API_KEY no ambiente pode fazer Claude Code usar a API, então confira como você entrou antes de interpretar o custo.

Um exemplo recente deixa a diferença concreta: o criador de uma ferramenta de recibos estimou US$ 8.313 em uso equivalente aos preços da API no Claude Code, mais cerca de US$ 221 no OpenCode. Ele informou que havia pago US$ 800 por quatro meses de assinatura. O primeiro valor compara o uso com preços públicos da API; não é o total que ele pagou pela assinatura.

Preço equivalente à API ajuda a comparar o consumo. A autenticação e o plano mostram o que será cobrado de verdade.

Etapa 1: confira o uso na própria sessão

Abra o Claude Code e digite estes comandos na conversa, como se fossem uma instrução. Não os execute no PowerShell ou no terminal do sistema: são comandos internos do Claude Code.

Claude Code
/usage
/cost
  • /usage: mostra os limites do plano e quanto da janela de uso já foi consumido.
  • /cost: resume os tokens e o uso da sessão atual. Quando a sessão usa cobrança por API, também mostra o gasto estimado para ela.

Faça essa consulta no fim de uma tarefa, antes de encerrar a sessão. Depois repita em outra sessão. Assim você começa a separar o uso de tarefas diferentes, em vez de tentar adivinhar qual pedido aumentou o total.

Etapa 2: instale uma visão por projeto com ccusage

Os comandos do Claude Code ajudam a olhar uma sessão de cada vez. Para descobrir qual projeto concentrou mais uso ao longo da semana, você pode gerar um relatório local com ccusage. Ele lê registros de uso que já estão no computador e organiza os dados por dia, projeto e sessão.

O exemplo usa npx, que baixa e executa o pacote sem pedir uma instalação global. Você precisa ter Node.js e npm disponíveis. Confira primeiro se o terminal reconhece o Node e depois rode o relatório por projeto:

terminal
node --version
npx ccusage@latest claude daily --instances

Se o comando terminar sem mostrar projetos, confirme que você está no mesmo perfil do computador em que executou Claude Code. A ferramenta precisa encontrar os registros locais dessa conta. Se você usa uma pasta personalizada para os dados do Claude, talvez precise configurar esse caminho no ccusage.

O relatório agrupa as sessões por projeto. Depois de identificar o nome que aparece na tabela, você pode filtrar um deles para reduzir o ruído:

terminal
npx ccusage@latest claude daily --project meu-projeto

Troque meu-projeto pelo identificador exibido no relatório. Esse filtro é útil quando você alterna entre um site, um aplicativo de estudo e um repositório de trabalho. Em vez de olhar um total misturado, você consegue enxergar qual pasta acumulou mais uso.

Etapa 3: compare períodos e encontre uma sessão

Para comparar uma semana com outra, use o mesmo intervalo nos dois relatórios. O filtro aceita datas no formato ano, mês e dia. Depois veja as sessões separadas, especialmente se um dia teve um salto que você não esperava.

terminal
npx ccusage@latest claude daily --since 2026-10-06 --until 2026-10-13
npx ccusage@latest claude session
  • Data e projeto ajudam a localizar quando e onde o uso aconteceu.
  • Tokens de entrada incluem o contexto que o modelo recebe; tokens de saída são as respostas geradas.
  • Os dados de cache aparecem separados porque podem ter tratamento de preço diferente na estimativa.
  • O nome do modelo importa: duas sessões com o mesmo total de tokens podem ter estimativas diferentes.

Se encontrar uma sessão que quer investigar, copie o identificador exibido e consulte só ela. Substitua ID_DA_SESSAO pelo valor da sua tabela:

terminal
npx ccusage@latest claude session --id ID_DA_SESSAO

Exemplo guiado: investigar uma sessão que consumiu mais

Imagine que você pediu ao Claude Code para corrigir um formulário e, depois, aproveitou a mesma conversa para revisar uma API. O relatório mostra um consumo maior naquele dia. Em vez de concluir que um dos pedidos gastou demais, siga o caminho abaixo para localizar a sessão e comparar o contexto:

Por fim, trate o valor em dólares do ccusage como estimativa de referência, não como fatura. Com chave de API, confira a cobrança no Console do provedor. Com um plano Claude, acompanhe /usage e os limites da sua conta. Assim você descobre quais projetos e hábitos consomem mais sem confundir tokens com dinheiro efetivamente pago.

  • Anote a data, o projeto e a tarefa. Rode /cost antes de encerrar a conversa para ter um ponto de comparação.
  • No relatório do ccusage, filtre o projeto e o período. Abra a sessão correspondente pelo identificador, em vez de analisar o total de todos os trabalhos juntos.
  • Confira se a conversa acumulou contexto, leu muitos arquivos ou usou um modelo diferente. Esses dados ajudam a formular uma hipótese; o total sozinho não prova a causa.
  • Na próxima tarefa parecida, mantenha o mesmo projeto e compare o resultado. Abra uma sessão nova para um assunto diferente ou use /compact quando quiser resumir o histórico da tarefa atual.

Use o relatório para encontrar o que investigar. Confirme a cobrança na conta que realmente está pagando.

Fontes utilizadas